Copa do Mundo 2026: tensões migratórias e ingressos

Controvérsias extracampos atingem delegações e público

A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por tensões fora dos gramados relacionadas a políticas migratórias e custos de ingressos, afetando delegações, torcedores e oficiais. A delegação do Irã enfrentou atrasos de visto até a véspera do torneio, foi impedida de se hospedar no Arizona e transferiu sua base para Tijuana, no México; o governo dos EUA chegou a proibir pernoite nos EUA, depois permitindo apenas a noite anterior a cada partida. Jogadores como o destaque iraquiano Aymen Hussein foram retidos e interrogados na imigração em Chicago, com inspeção de celular, e o fotógrafo Talal Salah teve a entrada negada após mais de 10 horas de retenção. Transmissão: Record.

A entrada também foi negada ao árbitro somali Omar Abdulkadir Artan em Miami, apesar de visto aprovado e credencial da Fifa; a alfândega citou “preocupações com a verificação de antecedentes”. A Fifa buscou negociar flexibilizações com autoridades norte-americanas antes do torneio e disse não controlar decisões de imigração dos países-sede. Além das restrições, há questionamentos sobre preços: ingressos variam de US$ 60 na fase de grupos a US$ 2.030–7.800 para a final, com categorias que elevaram custos médios para até US$ 620 nas primeiras partidas e valores superiores a US$ 3.000 nas fases eliminatórias.