Sensor térmico e IA registram desova de tartaruga em 2026

Registro termal por drone e IA localiza desova entre João Pessoa e Cabedelo

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Associação Guajiru registraram a assinatura térmica de uma tartaruga-marinha no momento exato da desova na faixa de praia entre João Pessoa e Cabedelo. O registro foi obtido por um drone equipado com sensor térmico a cerca de 40 metros de altura e integra um projeto que associa imagens térmicas a um software de inteligência artificial capaz de detectar o contraste entre o corpo do animal e a areia, localizar o ponto da nidificação e acompanhar a desova em tempo real; o sistema está em desenvolvimento e teve coordenação do professor George Miranda, do Laboratório de Biodiversidade e Ecologia Integrativa (Labei).

O projeto, que recebe apoio da INOVATEC/JP, busca ampliar a proteção de espécies ameaçadas como as tartarugas-verdes e as de-pente por meio de monitoramento mais eficiente e com custos reduzidos. Entre os próximos passos está a construção de um “ovo espião” para ser colocado no interior dos ninhos e registrar temperatura, umidade e movimentações dos embriões sem abrir os ninhos; a tecnologia também visa identificar riscos provocados por poluição luminosa, ingestão de plástico e captura acidental em redes de pesca. Na Grande João Pessoa, as principais áreas de desova mencionadas pela equipe são as praias entre Bessa e Intermares, além de Jardim Oceania e Gramame.