MP aponta desvio de R$ 10,3 mi no programa Prato Cheio

Denúncia aponta desvio no programa Prato Cheio

O Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, apresentou denúncia em 29 de abril no âmbito da Operação Indignus, que investiga supostas irregularidades ligadas ao Hospital Padre Zé. A peça acusa desvios de R$ 10,3 milhões no programa “Prato Cheio” entre 2021 e 2023 e tem como alvos os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton; o padre Egídio de Carvalho; as ex-funcionárias Amanda Duarte, Jannyne Dantas e Andréa Ribeiro Wanderley; o servidor Iurikel Souza Marques; e o empresário Kildenn Tadeu de Lucena. Os contratos do programa, destinados à distribuição de refeições a pessoas em situação de rua em cinco cidades, totalizaram cerca de R$ 21,6 milhões.

A denúncia descreve que o esquema teria favorecido empresas de um mesmo núcleo familiar e que, em João Pessoa, eram previstas 4 mil refeições diárias, mas teriam sido entregues 1.570, enquanto os valores integrais foram pagos. Investigadores mencionam registros e conversas apreendidas que apontam supostos repasses de R$ 50 mil a Tibério Limeira e R$ 70 mil a Pollyanna Werton. O MP imputa peculato, falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva, pede reparação de R$ 30 milhões — R$ 10,3 milhões por desvios e R$ 20 milhões por dano coletivo — e aguarda análise do recebimento da denúncia pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça; algumas defesas não se manifestaram ou alegaram segredo de justiça.