Medidas para reduzir sintomas de doenças intestinais

Cuidados, sintomas e campanhas sobre as doenças inflamatórias

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa são as principais inflamações intestinais, manifestando‑se por dor abdominal, diarreia, perda de peso e lesões de pele. Por serem condições crônicas, frequentemente de origem hereditária e que podem ocorrer em indivíduos imunossuprimidos, não há prevenção comprovada. O gastroenterologista Heraldo Rocha, da Unimed João Pessoa, recomenda medidas que atenuam ou atrasam os sintomas: manter dieta que proteja a microbiota intestinal, evitar fumar — ligado a pior prognóstico na Doença de Crohn — controlar o estresse, praticar atividade física regularmente e não usar antibióticos ou anti‑inflamatórios não esteroidais sem indicação, além de evitar automedicação.

Segundo o médico, cerca de 40% dos pacientes começam com sinais fora do intestino, como dores articulares, lesões cutâneas, inflamação ocular e alterações hepáticas. A Doença de Crohn pode afetar qualquer trecho do tubo digestivo, da boca ao ânus, predominando no intestino delgado e no cólon, com inflamação transmural; a retocolite ulcerativa atinge sobretudo reto e cólon de forma contínua e superficial, limitada à mucosa. A campanha Maio Roxo, em maio, visa conscientizar sobre essas doenças; jovens de 15 a 40 anos são os mais acometidos, mas pessoas com mais de 60 anos também devem ficar atentas. As condições não são contagiosas e, embora não tenham cura, tratamentos podem restaurar a qualidade de vida.