Produtoras: 'Quem paga mais leva' shows de K‑Pop no Brasil

Mercado define vindas por ofertas, logística e custo de comitiva

Produtoras brasileiras relatam que a contratação de shows de K‑Pop para o Brasil funciona como um “leilão” em que a maior oferta de cachê costuma definir quem consegue trazer o artista. Entre os nomes ouvidos estão Andre Matalon (Music On Events), Mideum Seo (K‑BEAT), Laiza Kertscher (Highway Star), Patrícia Kazys (Far Music Entertainment) e a produtora de estrada Caren Murai. As empresas destacam ainda a necessidade de respostas rápidas devido à diferença de fuso de 12 horas com a Coreia do Sul; a negociação do ENHYPEN começou em setembro de 2025 e exigiu comunicação ágil entre equipes.

O principal entrave financeiro é o deslocamento das comitivas, que costumam ter de 20 a 30 pessoas. Segundo Mideum Seo, passagens de ida e volta variam de R$ 8 mil a R$ 10 mil em econômica e podem chegar a R$ 30 mil em executiva, elevando custos além do cachê. Esse impacto logístico explica, por exemplo, por que o SEVENTEEN nunca veio ao País: 13 integrantes e estrutura massiva tornam a operação inviável em muitos casos. Produtoras citam São Paulo como praça essencial, enquanto iniciativas como a turnê de 13 cidades da K‑BEAT — com apresentações em João Pessoa e Belém para cerca de 3 mil pessoas — mostram estratégia para expandir fandom; a mesma empresa planeja trazer GAHO entre agosto e setembro e o grupo YOUNITE.