MP investiga suspensão de hemodiálise em Campina Grande

Procedimento instaurado pelo Ministério Público

O Ministério Público da Paraíba instaurou procedimento na quinta-feira (7) para apurar denúncia de interrupção das sessões de hemodiálise no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande. A promotora Adriana Amorim tomou a medida após relatos de pacientes do SUS sobre a suspensão do atendimento essencial. Foi determinado que a direção da unidade apresente esclarecimentos e restabeleça o serviço em até 24 horas, e que a Secretaria Municipal de Saúde informe sobre a regularidade do convênio. A unidade é privada e atende pacientes pelo SUS; a direção responsabiliza a secretaria pela falta de insumos. Mais de 80 pessoas dependem do tratamento, e usuários afirmaram que perder duas sessões pode ser fatal.

A Secretaria de Saúde informou que, em 2026, realizou repasses ao hospital que somam cerca de R$ 1,8 milhão, sem atrasos, e que o contrato prevê a compra de serviços hospitalares e ambulatoriais pelo SUS. O secretário Gustavo Braga afirmou que a prestação da hemodiálise está prevista no contrato e que é obrigação da unidade contratada garantir continuidade, insumos e segurança; segundo a pasta, não há pagamentos pendentes. A prefeitura determinou o restabelecimento imediato do serviço, exigiu regularização urgente dos insumos e intimou o hospital a apresentar justificativa formal e plano de ação em 24 horas. Familiares relataram que um paciente não faz sessão desde sábado (2) e apresenta falta de ar e insônia.