Panasonic amplia linha branca e mira eficiência em 2026
Foco em lavadoras de alta capacidade e produção local
A Panasonic decidiu intensificar a presença na linha branca brasileira em 2026, afirma o vice-presidente local Sergei Epof. O plano inclui aumentar o sortimento de lavadoras, com destaque para um modelo de 19 kg fabricado no país e divulgado como maior capacidade doméstica, vendido entre R$ 3 mil e R$ 3,4 mil. A categoria já representa cerca de 70% do faturamento nacional e quase toda a produção – 98% – utiliza peças e componentes locais. Refrigeradores foram redesenhados para atender às novas exigências de consumo do Inmetro; segundo a empresa, continuam 30% a 40% mais econômicos que o limite. A fabricante evita disputar o “primeiro preço” e sustenta a estratégia em tecnologia, sensores de carga que poupam água, ciclos específicos como “pet” e parceria com Vanish, além de pós-venda certificado pelo selo IA 1000.
Além dos eletrodomésticos, a companhia diversifica receitas com baterias fornecidas à Tesla nos EUA e projetos de energia que combinam solar, hidrogênio e armazenamento, já implantados no Japão, Reino Unido e Alemanha. No Brasil, reforça negócios B2B: entrega sistemas de cogeração, equipamentos industriais e câmeras de transmissão usadas por Globo, Record e Band, enquanto on-line responde por 40% das vendas de linha branca. Para conter oscilações cambiais, o hedge é revisto a cada três meses. Após abandonar ar-condicionado por perda de incentivos, a empresa mantém meta de neutralidade de carbono nas fábricas locais, operando com energia renovável certificada.
