Maceió afunda: mineração cria vazios e põe 60 mil em risco
Extração de sal-gema gerou cavidades que comprometem bairros
Maceió enfrenta afundamento vinculado à extração subterrânea de sal-gema, que formou cavidades profundas no subsolo e comprometeu a estabilidade de bairros da capital; o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) relaciona a mineração ao fenômeno. Mais de 60 mil moradores foram evacuados por risco estrutural, após o aparecimento de fissuras que evoluíram para rachaduras visíveis e indicam colapso progressivo do terreno. Autoridades interditaram áreas atingidas e registraram perda de sustentação que já provoca deslocamento de ruas e danos em edificações.
O fenômeno é descrito como “vazio geológico”, quando o subsolo perde material e cria espaços ocos que retiram o suporte da superfície. Sinais precoces incluem rachaduras em paredes, pisos e vias, portas desalinhadas, inclinação de construções e afundamento do terreno, sintomas que muitas vezes só são percebidos em estágio avançado. A resposta envolve monitoramento geológico constante e ações de contenção; áreas mais críticas podem permanecer interditadas por tempo indeterminado e a recuperação total pode não ser viável, exigindo estudos e planejamento urbano de longo prazo.
