Minas confirma primeira morte por hantavírus em 2026
Óbito confirmado e dados sobre transmissão
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavirose no país em 2026. O caso foi notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias; trata-se de um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que teve contato com roedores silvestres em área de lavoura. A secretaria informou que o episódio não está relacionado ao surto reportado em um navio de cruzeiro. Em entrevista ao programa Olho Vivo, o pneumologista Alexandre Araruna afirmou que, até o momento, não há evidência de transmissão entre pessoas no Brasil, apenas a transmissão de animais (principalmente roedores) para humanos, e avaliou como prematura qualquer comparação com uma pandemia, mantendo dúvidas sobre o possível contágio ocorrido no navio.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que no país se manifesta majoritariamente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A contaminação ocorre principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e abdominal; nos casos graves podem surgir falta de ar, tosse seca, taquicardia e queda da pressão arterial. Não existe tratamento específico, e o manejo é de suporte clínico conforme avaliação médica. Entre as medidas preventivas recomendam-se conservar alimentos em recipientes fechados, destinar corretamente lixo e entulhos, não deixar ração exposta e evitar plantações próximas às residências, com distância mínima de 40 metros.
