Mulher diz que cabeça foi raspada em exame toxicológico

Denúncia de raspagem durante exame toxicológico para CNH

Uma mulher identificada como Ana Karolina registrou nas redes sociais que teve parte do cabelo removida de forma excessiva durante a realização de exame toxicológico obrigatório para emissão da CNH em Sapé, no sábado (11). Em vídeo, ela relatou que a coleta feita em laboratório de análises clínicas retirou duas grandes mechas — uma na região central e outra na lateral — e precisou ser repetida após a profissional alegar que um dos envelopes de acondicionamento havia sido rasgado. A candidata disse ter sentido dor durante o procedimento, afirmou que a retirada foi maior do que o necessário e que a amostragem ocorreu duas vezes quando, segundo ela, bastaria uma única coleta; também relatou que recebeu orientação para manter o cabelo preso para esconder a área afetada e que o episódio afetou sua autoestima.

O exame toxicológico exigido para candidatos à primeira habilitação deve ser realizado apenas em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito ou em postos vinculados, com preferência pela retirada de pequena mecha de cabelo cortada o mais próximo possível da raiz; em caso de cabelo curto, a coleta pode usar pelos corporais ou unhas. O material é dividido em duas amostras, uma para análise e outra arquivada por até cinco anos para eventual contraprova, e os laboratórios têm até 15 dias para emitir o laudo e registrar o resultado no Renach; o teste tem validade de 90 dias e identifica consumo de substâncias nos cerca de 90 dias anteriores, e os procedimentos devem seguir protocolos de identificação e cadeia de custódia, sujeitando os credenciados à fiscalização e a sanções em caso de descumprimento.