Camila Toscano critica PPP da Cagepa e admite ruptura
Tensão sobre PPP da Cagepa e risco de rompimento
A deputada estadual Camila Toscano (MDB) intensificou nesta semana as críticas ao modelo de Parceria Público-Privada para os serviços de esgotamento sanitário da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e afirmou que Guarabira pode adotar o mesmo caminho apontado pelo prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), caso não haja alterações na execução do contrato. A declaração foi dada antes da sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba, cuja pauta inclui a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 e a análise de vetos do governo estadual.
Camila afirmou que cerca de 85 municípios foram incluídos no projeto sem que prefeitos tivessem participado das negociações ou recebido informações sobre impactos financeiros e operacionais, e criticou a falta de transparência e a qualidade dos serviços prestados, com ruas abertas e problemas sem solução. A manifestação ocorre um dia após o prefeito Leo Bezerra admitir a possibilidade de romper a concessão em João Pessoa, alegando ausência de diálogo e recorrentes falhas que afetam o saneamento e a poluição de praias. A PPP foi leiloada em São Paulo, vencida pela espanhola Acciona, que terá a operação por 25 anos; o contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões, 104 estações de tratamento, mais de 2,8 mil quilômetros de redes coletoras e cerca de 566 mil novas ligações domiciliares, enquanto a Cagepa manterá o abastecimento de água, a relação comercial com usuários e a fiscalização.
