Erika Hilton rejeita compensacoes que aumentem jornada

Parlamentar descarta negociações que elevem carga horária

Erika Hilton (PSol-SP) afirmou nesta quarta-feira (20), durante o programa Alô Alô Brasil, na Rádio Nacional apresentado por José Luiz Datena, que o governo não aceitará emendas da oposição à PEC que extingue a escala 6×1 que impliquem aumento da jornada de trabalho. Segundo a deputada, não existe espaço para negociar compensações que resultem em desoneração da folha ou ampliação da carga horária; a intenção, disse ela, é limitar as alterações ao que considera necessário para garantir ao trabalhador um dia adicional de descanso.

Hilton acrescentou que podem ser acordadas medidas pontuais para viabilizar a transição sem prejuízos, citando isenção tributária setorial e fortalecimento de convenções coletivas, e que um projeto de lei deverá regulamentar particularidades por setor. Ela criticou propostas de prazos longos e afirmou que o pequeno empresário não seria responsável pelas iniciativas que propõem transição em dez anos ou aumento para 52 horas. Uma emenda do deputado Sérgio Turra (PP-RS) já reúne 176 assinaturas e prevê vigência em dez anos. A deputada mencionou estudo do Dieese que aponta potencial imediato de mais de 3 milhões de empregos e ganhos para empresas com redução do adoecimento por jornadas exaustivas.